Trabalho de monitoramento do Governo do Estado auxilia no combate a efeitos da seca em Sergipe

Ações do Governo de Sergipe, por meio da Semac e da Defesa Civil, acompanham dados de forma constante para desenvolver iniciativas de prevenção

Sexta-Feira, 14 de Novembro de 2025 às 10:25:00

Com o fim da quadra chuvosa começa a se aproximar o período de estiagem em Sergipe. Com tempos mais firmes e pouca incidência de chuvas, diversos municípios do estado sofrem historicamente com esta problemática. Neste sentido, o trabalho do Governo de Sergipe, através da Secretaria de Estado do Meio Ambiente, Sustentabilidade e Ações Climáticas (Semac) e da Subsecretaria Estadual de Proteção e Defesa Civil(SPDEC), faz um monitoramento direto para desenvolver trabalhos de prevenção e combate aos efeitos da seca.

Todo este trabalho tem como referência o Monitor de Secas, um processo que realiza o acompanhamento regular e periódico das condições climáticas em todo o território brasileiro. Os resultados desse monitoramento são consolidados e divulgados mensalmente por meio do Mapa do Monitor de Secas, que apresenta o diagnóstico em cada unidade federativa, com dados da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA). A partir dele, cada estado complementa as informações com dados regionais, considerando suas especificidades climáticas e territoriais, com análises locais, como ocorre em Sergipe.

A meteorologista da Semac, Wanda Tathyana de Castro, explica como se dá este trabalho. “A validação, inicialmente, começa quando a ANA envia os dados, que mostram a situação da seca. Cada estado verifica através de mapas gerados nas instituições, pois como é algo de abrangência maior, às vezes, há erros, e os estados têm os dados mais assertivos coletados em cada localidade. A partir daí, enviamos um email informando se concordamos ou não com o traçado enviado. Fazemos um novo traçado, com uma justificativa, e enviamos para a ANA. É como se eles mandassem uma base, e a gente aperfeiçoasse”, afirma.

Em Sergipe, a validação do mapa é feita por um processo de acompanhamento contínuo da situação da intensidade de seca, que inclui análise de indicadores climatológicos e meteorológicos, hidrológicos e agrícolas, bem como a validação dos impactos da seca em diferentes setores da economia. A validação da intensidade de seca é feita pela Semac, através da Gerência de Meteorologia e Mudanças Climáticas, com contribuição da Rede de Observadores do Monitor de Secas de Sergipe, que registra a severidade da seca em vários municípios sergipanos. A rede voluntária garante que a perspectiva de quem vivencia a seca no dia a dia seja incorporada como complemento aos dados de monitoramento.

O monitor também tem uma função importante de tradução de dados. Muitos dos números recebidos se dão em uma linguagem mais técnica, de difícil acesso para a população em geral. A partir do trabalho da Semac, o monitoramento é disponibilizado em uma linguagem acessível, utilizando-se de cores e demais recursos, facilitando o entendimento público. “O objetivo é integrar o conhecimento técnico e científico existente em diferentes instituições estaduais, além disso, traduzir dados, informações que estão dispersos nas instituições parceiras, de modo a fortalecer os mecanismos de monitoramento. Os mapas que a gente elabora na secretaria são simples, o que, além de ter um cunho didático, já nos dá condição de avaliar a severidade da seca no estado, juntamente com os relatos advindos dos observadores distribuídos por Sergipe”, destaca o geógrafo agrometeorologista e climatologista da Semac, Elder dos Santos Lima. 

Auxílio a ações

A partir deste monitoramento constante, os órgãos competentes têm acesso a indicadores e análises sobre a intensidade e a extensão da seca em Sergipe, o que possibilita a adoção de medidas direcionadas às regiões mais impactadas. A Defesa Civil Estadual é um destes órgãos. Com base nessas informações, os municípios podem, por exemplo, solicitar a decretação de Situação de Emergência, o que viabiliza a execução de ações específicas de apoio e resposta por parte das esferas municipal, estadual e federal.   

O coordenador de Integração e Gestão de Recursos da Defesa Civil, Edivaldo Celestino, ressalta que a situação de emergência precisa seguir critérios. “Temos, hoje, a Portaria 260/2022, que traz todos os procedimentos para que os municípios decretem situação de emergência, temos, ainda, o S2iD, um Sistema Integrado de Informação sobre Desastres e, dentro dele, há uma comunicação e uma articulação entre os três entes da federação. Assim, para que a situação de emergência seja homologada pelo Estado e reconhecida pelo Governo Federal, o município deve comprovar, por meio de documentos, os danos e prejuízos públicos e privados decorrentes da seca ou estiagem”, pontua.

A Defesa Civil Estadual, no entanto, não atua sozinha. A partir do apoio dos seus braços municipais, todo o território sergipano consegue ser monitorado. Por isso, os coordenadores das Defesas Civis municipais são constantemente contactados, especialmente se tratando de regiões como semiárido, historicamente mais afetadas pela seca. A partir disso, diversas ações são planejadas.

A meteorologista Wanda reforça que este trabalho se dá de maneira conjunta, em prol do combate à seca nos municípios. “A partir dos dados, são definidas as ações, como o abastecimento por meio de carro-pipa, o que fazer para aquelas populações não passarem por tanta dificuldade na falta de chuva. É algo fundamental e estratégico para essas ações dos órgãos competentes do Estado, pelo bem-estar da população”, frisa.

Planejamento prévio

O Monitor de Secas tem previsões completas e que diferenciam os fenômenos em diversos tipos. Ele não apenas monitora os fenômenos climáticos, também os separa por tipos, gravidade e incidência. No caso da seca, por exemplo, é dividida em fraca, moderada, grave, extrema e excepcional. Assim, todos os meses, são divulgados, na íntegra, os dados do mês anterior. Com isso, os órgãos conseguem fazer um planejamento prévio, tendo a capacidade de monitorar de forma ampla o cenário em cada região e já definir ações que venham a ser tomadas de acordo com o cenário previsto.

Esforço contínuo

Desde 2020, a partir de uma orientação operacional da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil, foi dado um embasamento nos processos de reconhecimento federal por seca, trazendo como critério de avaliação o mapa do monitor de secas. Tal parâmetro informa se o município está apto a ter o reconhecimento federal aprovado pela Secretaria Nacional. Isso tornou o processo de monitoramento constante ainda maior. “A partir desta orientação operacional, passamos, agora, a analisar todos os processos de situação de emergência com base nesse mapa disponibilizado mensalmente. Tornou-se mais um dos critérios de análise para a Defesa Civil e, por isso, é necessário que haja a avaliação definitiva e contínua”, conclui o coordenador de Integração e Gestão de Recursos da Defesa Civil.

Governo de Sergipe reforça ações de segurança com inspeção das estruturas do Pré-Caju 2025

Defesa Civil estadual e Corpo de Bombeiros analisam camarotes, arquibancadas e acessos de emergência para garantir tranquilidade e proteção durante a festa 

13 de novembro de 2025 |  16:58

Equipes da Defesa Civil estadual e do Corpo de Bombeiros Militar de Sergipe (CBMSE) realizaram, nesta quinta-feira, 13, uma inspeção técnica nas estruturas montadas para a prévia carnavalesca Pré-Caju 2025. Apoiado pelo Governo de Sergipe, o evento acontecerá entre os dias 14 e 16 de novembro, na Orla da Atalaia, em Aracaju. 

A ação integra um conjunto de medidas preventivas adotadas pela gestão estadual para garantir a segurança de foliões, trabalhadores e visitantes. Durante a inspeção, as equipes técnicas verificaram as condições estruturais de camarotes, arquibancadas e demais instalações físicas, além das rotas de fuga, portões de revista e acessos para veículos de emergência. 

O monitoramento de todo o espaço do evento vem sendo realizado de forma conjunta pela Defesa Civil do Estado e do município e Corpo de Bombeiros, em conformidade com as Políticas e Sistemas Nacional e Estadual de Proteção e Defesa Civil, instituídas pela Lei Federal nº 12.608/2012 e pela Lei Estadual nº 8.684/2020. A iniciativa também está alinhada ao planejamento operacional estratégico montado pela Secretaria da Segurança Pública (SSP).

O subsecretário da Proteção e Defesa Civil, coronel Luciano Queiroz, destacou a importância da ação. “É um monitoramento que garante que as estruturas estejam dentro dos parâmetros necessários, assegurando a integridade não apenas dos foliões, mas também das milhares de pessoas que vão trabalhar ou circular pela área da festa. As inspeções foram realizadas por meio de observações técnicas em campo, contemplando aspectos de segurança estrutural, acessibilidade, sinalização e medidas de controle de risco. Durante todo o processo, a nossa equipe da Defesa Civil manterá comunicação direta com os organizadores, permitindo a implementação imediata de ajustes, caso identificadas irregularidades”, detalhou.

Segurança Pública realiza reunião de alinhamento estratégico para consolidação do planejamento operacional no Pré-Caju 2025

Representantes do Corpo de Bombeiros, das Polícias Civil e Militar e da Defesa Civil debateram estratégias para fortalecimento da atuação conjunta

  31/10/2025 I 19:06
  

Com o objetivo de garantir a segurança dos foliões e de toda a população, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) realizou uma reunião de alinhamento estratégico para a consolidação do planejamento operacional estratégico para o Pré-Caju 2025. Durante a tradicional prévia carnavalesca, mais de mil servidores do Corpo de Bombeiros, das Polícias Militar e Civil e da Defesa Civil estarão distribuídos pelo circuito e por toda a capital. A reunião ocorreu nesta sexta-feira (31).

Conforme a coordenadora operacional das delegacias da capital, Nalile Castro, o planejamento operacional vem sendo discutido com antecedência visando a segurança dos foliões e de toda a população. “Hoje estamos em mais uma reunião de alinhamento para o Pré-Caju. Todos os órgãos de segurança estão reunidos justamente para ajustar questões que já vêm sendo tratadas em encontros anteriores”, ressaltou.

O tenente-coronel Josebel Nascimento, representante da Polícia Militar, reforçou que o objetivo das instituições é proporcionar maior segurança não apenas para o aracajuano, mas também para os turistas que irão brincar no Pré-Caju. “A Polícia Militar já atua rotineiramente em grandes eventos e estamos preparados, a população conhece nossa atuação e nossa parceria com as demais forças. A perspectiva é de uma operação segura e de sucesso”, destacou.

Para garantir a segurança, as forças terão à disposição as câmeras do Centro Integrado de Operações em Segurança Pública (Ciosp), conforme detalhou o diretor da unidade, tenente-coronel José Luiz. “O Ciosp atuará com o monitoramento por meio de câmeras; serão seis equipamentos instalados em todo o percurso do evento, monitorados em tempo real pela nossa central. Esse acompanhamento permite o controle, verificação de tumultos e a identificação de situações de crimes”, ressaltou.

Segundo o tenente-coronel Douglas Moraes, representante do Corpo de Bombeiros, esta já é a quarta reunião. “Estamos ajustando detalhes para que cada instituição possa organizar suas ações de forma integrada, sem interferir no trabalho das demais. A previsão é que, possivelmente na próxima semana, cada instituição apresente oficialmente a parte operacional do seu planejamento. Por enquanto, seguimos em etapas de estudos e aperfeiçoamento”, explicou.

De acordo com a major Emanuela Cruz, representante da Defesa Civil do Estado, a reunião visa reforçar a integração entre os órgãos de segurança para que o evento seja realizado sem intercorrências. “Nós estamos reunidos com os órgãos de segurança para garantir uma festa segura para os sergipanos e para os turistas. Elaboramos um plano emergencial em caso de desastres, além de um plano de evacuação, bem como a verificação da segurança das estruturas dos camarotes. Essa integração é fundamental para assegurar que o evento ocorra de forma tranquila”, salientou.

Ainda conforme Nalile Castro, até a realização da tradicional prévia carnavalesca as forças de segurança estarão em contato direto com a organização do evento para que o Pré-Caju transcorra de forma tranquila. “Outras reuniões ainda ocorrerão para que possamos finalizar todos os detalhes, garantindo que a festa aconteça com tranquilidade e segurança para toda a população”, enfatizou a coordenadora operacional das delegacias da capital.

Números de emergência

Além de todo o planejamento operacional nas ruas e no circuito da festa, a SSP reforça a disponibilidade dos números de emergência 190, 193 e 198. “E apesar de ser um número de emergência utilizado em outros países, se o turista estiver aqui e ligar 911, a chamada cairá na nossa central, garantindo acolhimento e atendimento. Além das câmeras e do monitoramento de todo o circuito e do público, colocamos à disposição nossos números de emergência para dar conforto, apoio e atendimento à população e aos visitantes”, finalizou o tenente-coronel José Luiz.

Defesa Civil Estadual realiza vistoria técnica na estrutura da Vila da Criança

Ação objetiva garantir a segurança no espaço, que funcionará de 3 a 26 de outubro, na Orla de Atalaia em Aracaju 

3 de outubro de 2025 |  15:23

Profissionais da Subsecretaria Estadual de Proteção e Defesa Civil (SPDEC) realizaram, nesta sexta-feira, 3, a vistoria técnica na estrutura da Vila da Criança, localizada na Praça de Eventos da Orla da Atalaia, zona sul da capital, que será aberta ao público logo mais às 17h. Composta por engenheiros civis da SPDEC, a equipe verificou se os espaços recreativos montados correspondem aos projetos técnicos previamente apresentados, a fim de garantir a segurança dos frequentadores entre os dias 3 e 26 de outubro, período em que a vila estará funcionando.

O  responsável pela equipe e coordenador de respostas e gestão de desastres da SPDEC, sargento Robson Rabelo, destacou pontos da vistoria. “O maior intuito da vistoria é comprovar se o estipulado nos projetos foi executado de forma integral, bem como garantir que a parte estrutural esteja devidamente segura, mesmo diante da ocorrência de chuvas e ventos um pouco mais intensos”, afirmou.

Ainda segundo o coordenador, o resultado da inspeção atendeu às expectativas. “Visitamos a minicidade, o teatro, cinema, a Aqua Nave, a piscina de bolinhas entre outros atrativos, bem como avaliamos a questão de aterramento e posicionamento das estruturas, e, com algumas observações feitas por nós, cujas correções já estão sendo realizadas, o espaço se encontra apto para receber o público”, frisou.

Realizada pelo Governo de Sergipe, por meio da Fundação de Cultura e Arte Aperipê (Funcap), com o apoio da Netiz e Iguá, e patrocínio do Banese, a segunda edição da Vila da Criança acontece de 3 a 26 de outubro, das 17h às 22h, na Praça de Eventos da Orla da Atalaia, com acesso gratuito a uma ampla estrutura e diversas atrações voltadas para o público infantil e seus acompanhantes.

Reconhecimento de situação de emergência passa por avaliação das três esferas do governo

O processo de reconhecimento respeita etapas avaliadas pelos governos federal, estadual e municipal 

14 de outubro de 2025 |  16:01

Nove municípios sergipanos, Carira, Frei Paulo, Pinhão, Poço Redondo, Poço Verde, Monte Alegre de Sergipe, Nossa Senhora Aparecida, Nossa Senhora da Glória e Tobias Barreto, estão com seus decretos de situação de emergência para estiagem e seca reconhecidos pelo Governo Federal.  Esses mesmos decretos também passam pela homologação do Governo do Estado.

De acordo com o subsecretário da Proteção e Defesa Civil, coronel Luciano Queiroz, o processo de reconhecimento de uma situação de emergência se dá através das etapas nos âmbitos municipal, estadual e federal, e segue os critérios definidos pela Política Nacional de Proteção e Defesa Civil (PNPDEC) e pela Portaria MDR nº 260/2022. “São esses os meios que regulamentam os procedimentos e requisitos para a declaração de Situação de Emergência ou Estado de Calamidade Pública”, explica. 

O subsecretário ressalta que, ao constatar uma situação de anormalidade, como o prolongamento da estiagem, a Defesa Civil municipal precisa realizar a avaliação de danos, coletando dados, fotos, laudos e mapas das comunidades atingidas. “Em seguida, encaminhar o decreto municipal e os documentos comprobatórios à Defesa Civil Estadual e efetuar o cadastro no Sistema Integrado de Informações sobre Desastres (S2iD) para solicitar o reconhecimento federal. Após reconhecimento e validação, é permitida a execução das ações de resposta conforme o plano de trabalho. Ao final, é realizada a prestação de contas dos recursos recebidos e encaminhado os relatórios ao órgão competente, que é o governo federal”, pontua. 

Desta forma, compete ao Governo de Sergipe, por meio da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Urbano e Infraestrutura (Sedurbi) e da Subsecretaria Estadual de Proteção e Defesa Civil (SPDEC), coordenar, orientar e prestar suporte técnico aos municípios, auxiliando no preenchimento de documentos, monitorando ações e intermediando a comunicação com o governo federal.

Governo de Sergipe participa da Semana Nacional de Redução de Desastres 2025

As atividades serão realizadas em três etapas, contemplando palestras, simulados e ações educativas voltadas à conscientização da sociedade e ao aprimoramento da atuação integrada entre os órgãos de resposta

 9 de outubro de 2025 |  21:49

Visando contribuir com a política de ações de prevenção e mitigação de desastres em Sergipe, o Governo do Estado, por meio da Secretaria do Desenvolvimento Urbano e Infraestrutura (Sedurbi) e da Subsecretaria Estadual de Proteção e Defesa Civil (SPDEC), participará da programação da Semana Nacional de Redução de Desastres 2025. As atividades serão realizadas em três etapas, contemplando palestras, simulados e ações educativas voltadas à conscientização da sociedade e ao aprimoramento da atuação integrada entre os órgãos de resposta.

O secretário da Sedurbi, Luiz Roberto Dantas, destaca a atenção da gestão estadual. “O Governo do Estado vem fortalecendo as ações da Defesa Civil de diversas maneiras, a exemplo de seminários, cursos e capacitações voltadas às coordenadorias municipais, com o objetivo de ampliar a capacidade de promoção, preparação, mitigação, resposta e restabelecimento diante de situações de desastre, garantindo, assim, a integridade e a segurança da população”, ressalta.

A primeira etapa acontece nesta sexta-feira, dia 10, às 8h30, no Paço Municipal de São Cristóvão, em celebração aos 25 anos da Coordenadoria Municipal de Defesa Civil. A convite da SPDEC, a especialista em emergências do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), Dra. Isabele Vilwock Bachtold, ministrará a palestra ‘Proteção de Crianças e Adolescentes em Contextos de Desastres’.

Já a segunda etapa será realizada na próxima quinta-feira, 16, em parceria com a Energisa, a partir das 8h, na avenida Augusto Maynard, bairro São José, em Aracaju. A ação consiste em um simulado de queda de árvore energizada em via pública com vítimas, e contará com a participação da SPDEC, do Corpo de Bombeiros Militar de Sergipe (CBMSE), Polícia Militar, Centro Integrado de Operações em Segurança Pública (Ciosp), Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Coordenadoria Municipal de Defesa Civil de Aracaju, Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (SMTT/Aju) e Empresa Municipal de Serviços Urbanos (Emsurb).

O subsecretário estadual de Proteção e Defesa Civil, coronel Luciano Queiroz, ressalta a relevância dessa etapa. “O simulado objetiva reforçar o alinhamento e ampliar o entrosamento entre os órgãos envolvidos em ocorrências com queda de árvores na rede elétrica, assegurando respostas ágeis e com o menor impacto possível à população, além de aprimorar as técnicas dos profissionais que atuam nesse tipo de situação”, explica.

Encerrando a programação, a terceira etapa ocorrerá entre os dias 29 e 31 de outubro, no município de Canindé de São Francisco, no alto sertão sergipano. Em parceria com a Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf), serão realizadas palestras educativas em escolas públicas locais, nos dias 29 e 30, abordando o plano de evacuação da usina. No dia 31, a partir das 8h30, ocorrerá um simulado de mesa com teste de sirenes.

Governo amplia a rede de estações meteorológicas do Estado

Dez municípios de cinco territórios foram contemplados com equipamentos

 7 de outubro de 2025 I 09:37

Em continuidade às ações de monitoramento dos parâmetros de radiação solar, volume pluviométrico, direção, velocidade e rajada dos ventos, temperatura, umidade relativa do ar, índice ultravioleta, pressão atmosférica e precipitações, o Governo de Sergipe, por meio da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Urbano e Infraestrutura (Sedurbi) e da Subsecretaria Estadual de Proteção e Defesa Civil (SPDEC), concluiu a instalação de estações meteorológicas em mais dez municípios.

Por questões de segurança e praticidade, os equipamentos foram instalados nas delegacias dos municípios de Cristinápolis, Cumbe, Japoatã, Moita Bonita, Monte Alegre de Sergipe, Nossa Senhora Aparecida, Neópolis, Pinhão, Salgado e São Domingos, e ampliarão a cobertura do gerenciamento de risco, prevenção e mitigação aos efeitos da chuva, seca e outros eventos climáticos.

Segundo a gerente de Monitoramento e Alerta da SPDEC, Lumma Costa, as novas estações contribuirão ainda mais para o acompanhamento das informações em tempo real. “A instalação dos equipamentos facilitará o controle de dados não apenas nos municípios em que foram instalados, mas também em áreas circunvizinhas. Essa ampliação representa um avanço significativo na capacidade de resposta e na adoção de medidas antecipadas para a proteção da população e a redução de desastres”, disse.

“Ao contemplar municípios dos territórios agreste central, baixo São Francisco, alto e médio sertão e sul sergipano, o Governo do Estado contabiliza 50 estações instaladas e amplia o alcance da coleta de informações. Com isso, as ações preventivas da Defesa Civil se fortalecem e o desenvolvimento de diversos setores produtivos e sociais em Sergipe serão impulsionados”, ressaltou o secretário da Sedurbi, Luiz Roberto Dantas

Sobre as estações

O equipamento é um produto sustentável autônomo com painel solar e bateria interna e funciona automaticamente, sem necessidade de energia elétrica, por meio de chip de telefone celular, tendo ainda a função Wi-Fi. Os dados coletados são armazenados por tempo indeterminado em nuvem e sem nenhum custo, o que permite o acesso futuro de todas as informações climáticas, desde o dia em que a estação foi instalada, sem o menor risco de perdê-las mesmo se a rede de internet falhar, uma vez que a própria estação começa a armazenar os dados para que, quando o sinal for restabelecido, eles sejam encaminhados à nuvem. 

A concepção e desenvolvimento técnico das estações meteorológicas foram realizados por uma empresa especializada, que também é responsável pela instalação e manutenção dos equipamentos. A Defesa Civil estadual assume a responsabilidade pelo monitoramento contínuo do funcionamento operacional das estações e análise dos dados coletados. As atualizações dos dados climáticos são transmitidas automaticamente em intervalos horários e disponibilizadas no portal oficial da Defesa Civil. Com base nessas informações, é realizado o monitoramento sistemático dos índices meteorológicos coletados, permitindo a análise e a tomada de decisões estratégicas para a gestão de riscos.

Governo de Sergipe realiza CENARISCO 2025 e reforça preparo dos municípios para enfrentar situações de risco

O encontro teve como intuito fortalecer o planejamento, a prevenção e a resposta a desastres, com foco na redução de danos e na preservação de vidas

15 de agosto de 2025 | 14:56

Nesta sexta-feira, 15, entre anotações e olhares atentos, um único objetivo uniu dezenas de coordenadores e agentes municipais de Defesa Civil de todo o estado de Sergipe: estar mais preparados para proteger vidas. No auditório do Corpo de Bombeiros Militar, no Centro de Aracaju, aconteceu o Curso de Gestão de Cenários de Riscos, CENARISCO 2025, promovido pelo Governo de Sergipe, por meio da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Urbano e Infraestrutura (Sedurbi) e da Superintendência Estadual de Proteção e Defesa Civil (Supdec).

O encontro faz parte da grade de capacitações que a Defesa Civil estadual realiza com os municípios, anualmente, buscando fortalecer o planejamento, a prevenção e a resposta a desastres, com foco na redução de danos e na preservação de vidas. Ao longo da programação, foram discutidos temas como riscos elétricos, geológicos e estruturais, além de estratégias de gestão integrada de cenários de risco.

Na abertura do evento, o superintendente da Supdec, tenente-coronel Luciano Queiroz, ressaltou que a capacitação é a base para salvar vidas. “Cada conversa que acontece aqui pode representar, lá na frente, uma vida preservada. Não existe Defesa Civil forte sem conhecimento técnico e integração entre Estado e municípios. O CENARISCO é uma ferramenta fundamental para esse fortalecimento”, afirmou.

O curso seguiu com a participação de especialistas de diferentes áreas. Representando a Energisa, o coordenador do Centro de Operações da Companhia, Fabiano Almeida, abordou os riscos elétricos, trazendo exemplos reais de ocorrências em Sergipe e em outros estados. “Esse é um momento muito importante para que a gente possa construir laços de segurança, mas, também, de conhecimento, de network, para que no momento da crise estejamos preparados para poder fazer de forma efetiva e segura a garantia da vida de todos”, explicou.

O coordenador de Planejamento e Gestão de Riscos da Supdec, capitão Fabiano Queiroz, tratou dos riscos estruturais e conduziu uma palestra sobre gestão de cenários. “Hoje, demos continuidade a uma sequência de capacitação que o Governo do Estado vem fazendo para todos os coordenadores municipais, para que eles sejam altamente capazes de dar a primeira ação de resposta junto àquela ocorrência. Todos os que participaram desses cursos durante o ano estão altamente capazes de atuar, capacitados a assumirem as ocorrências. E, claro, a Defesa Civil estadual continua, também, dando apoio a essas coordenadorias sempre que precisarem”, ressaltou.

A programação também incluiu a palestra da Secretaria de Estado do Meio Ambiente, Sustentabilidade e Ações Climáticas (Semac), abordando risco e medidas preventivas para reduzir acidentes durante eventos climáticos extremos. Entre os participantes do CENARISCO 2025, o coordenador municipal da Defesa Civil de Gararu, Cleovan de Freitas, agradeceu ao Governo do Estado pela iniciativa e garantiu que o aprendizado será aplicado no seu município. “Esse apoio que as coordenadorias estão recebendo é de suma importância. Tudo que aprendemos aqui durante o curso pode acontecer em nossos municípios e assim poderemos saber tomar as devidas providências de acordo com o que foi passado e absorvido por todos nós. Esse tipo de formação nos dá segurança para agir e também para orientar a população”, avaliou.

Governo de Sergipe promove curso para capacitar coordenadores municipais na gestão de riscos

Evento acontecerá na próxima sexta, 14, no auditório do Corpo de Bombeiros Militar de Sergipe, com palestras e oficinas práticas

  13 de agosto de 2025 | 15:53

Na próxima sexta-feira, 15, o Governo de Sergipe, por meio da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Urbano e Infraestrutura (Sedurbi) e da Subsecretaria Estadual de Proteção e Defesa Civil (Supdec), realiza o CENARISCO 2025 – Curso de Gestão de Cenários de Riscos. O evento acontecerá das 8h às 14h, no auditório do Corpo de Bombeiros Militar de Sergipe, em Aracaju.

Destinado a coordenadores e agentes municipais de Proteção e Defesa Civil de todo o estado, o curso tem como objetivo preparar as equipes para atuar de forma estratégica na prevenção, mitigação e resposta a desastres. O objetivo é enfatizar a importância do planejamento municipal para reduzir danos e salvar vidas.

A programação contará com palestras e oficinas práticas sobre temas essenciais, como riscos elétricos com a Energisa, riscos geológicos com a Secretaria de Estado do Meio Ambiente, Sustentabilidade e Ações Climáticas (Semac), e riscos estruturais com a Supdec. Além disso, serão realizadas atividades voltadas à gestão integrada de cenários de risco.

De acordo com o coordenador de Planejamento e Gestão de Riscos da Defesa Civil estadual, capitão Fabiano Queiroz, a iniciativa reforça a capacidade técnica dos municípios. “Nossa meta é manter os profissionais do Sistema Estadual de Proteção e Defesa Civil, sempre preparados para agir em diferentes situações de risco, com base em conhecimento técnico e planejamento estratégico”, destacou.

Estações meteorológicas da Defesa Civil estadual auxiliam no monitoramento de eventos climáticos em Sergipe

São 40 estações espalhadas pelo estado, medindo, em tempo real, dez índices climáticos e acompanhando diretamente as variações climáticas nos 75 municípios sergipanos para pronta atuação em casos de necessidade

Quinta-Feira, 07 de Agosto de 2025 às 14:00:00

As mudanças e eventos climáticos cada vez mais são pauta em todo o mundo e, diante disso, é necessário estar atento e monitorar de maneira constante as situações, possíveis problemas e, especialmente, riscos à população. Neste sentido, o Governo de Sergipe, por meio da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Urbano e Infraestrutura (Sedurbi) e da Superintendência Estadual de Proteção e Defesa Civil (Supdec), utiliza suas estações meteorológicas em 40 municípios do estado, monitorando e gerenciando, em tempo real, situações de riscos, contribuindo para a pronta intervenção dos órgãos responsáveis em casos de necessidade.

As estações ficam localizadas em prédios ou instalações públicas nos municípios, como sedes do Corpo de Bombeiros Militar, delegacias e fóruns, evitando problemas como roubos de fiação, por exemplo. Os equipamentos possibilitam às coordenadorias de Defesa Civil, municipais e estadual, além da sociedade civil, informações em tempo real sobre dez índices: volume pluviométrico, temperatura, umidade relativa do ar, pressão atmosférica, radiação solar, evapotranspiração, índice ultravioleta, direção, velocidade e rajada dos ventos.

Tais equipamentos possuem a parte técnica desenvolvida por uma empresa, responsável pela instalação e manutenção, enquanto a Defesa Civil estadual fica responsável pelo monitoramento do funcionamento dos mesmos. As atualizações climáticas são disponibilizadas de hora em hora, no site da Defesa Civil, de forma automática. Por meio delas, é feito o acompanhamento dos índices em questão.

A gerente de monitoramento e alerta do órgão, Lumma Costa, explicou como funciona o sistema de forma geral, e o contato com os coordenadores das Defesas Civis municipais. “Elas medem os dez índices que a gente acompanha, e faz essa atualização por hora. Também acompanhamos em relação à demanda. Sabemos que, no caso de um período de chuva, vamos acompanhando o dia e correlacionando com as ocorrências. Se a gente sabe que um ponto já choveu bastante, já ficamos de olho e em contato com os coordenadores. Esses índices servem para dar imediatamente esse feedback, sabermos onde atuar e, também, a longo prazo, ter uma base de estudo e correlacionar os índices”, pontuou.

Esse contato com as Defesas Civis municipais é fundamental. Este ano, inclusive, foi alcançado um feito histórico: pela primeira vez, todos os 75 municípios sergipanos passaram a ter coordenadores municipais de Proteção e Defesa Civil, por meio de uma parceria com o Tribunal de Contas do Estado (TCE). Além disso, capacitações constantes são feitas visando estes coordenadores – a última delas no início do ano, visto que, com as mudanças nas prefeituras, 75% dos coordenadores foram alterados.

A superintendente-adjunta da Defesa Civil estadual, major Flávia Emanuela. detalha essa dinâmica. “Hoje, temos contato com os 75 municípios e, a partir de um grupo de WhatsApp, pedimos informações sobre como está a cidade. Disponibilizamos um formulário on-line, em que eles nos passam o que aconteceu, nos informam sobre a quantidade de famílias assistidas e afetadas, se há desabrigados ou desalojados e, a partir daí, pedem o apoio da Defesa Civil do Estado. Disponibilizamos uma equipe até o local, para dar apoio à prefeitura. Quando ultrapassa a capacidade de atuação do município, aí o Estado entra”, ressaltou. Nestes casos, a Defesa Civil do Estado atua não apenas como um órgão, mas como uma rede de intermediação com os municípios. A partir dela, por exemplo, é possível decretar situação de emergência e captar recursos federais. 

Atualmente, 40 estações estão instaladas pelo estado. O plano traçado pelo governador Fábio Mitidieri é, em um futuro próximo, chegar a 75 estações, uma em cada município do estado. Já foi realizada uma licitação, por meio da Procuradoria Geral do Estado (PGE), para aumentar o número atual em 20%, chegando a 50 estações meteorológicas. “Pode acontecer, em algum momento, de ter mais de uma em um município específico, depois de completarmos todos, a partir da extensão territorial. Há municípios, por exemplo, que precisam declarar chuva intensa, enquanto, ao mesmo tempo, possuem regiões afetadas pela seca. O projeto inicial é aumentar em 10, os 25% permitidos e, depois, buscar uma nova licitação para preencher todo o estado”, explicou a major Flávia. 

Integração com a Semac

O trabalho da Defesa Civil é feito em conjunto com outros órgãos, em especial a Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Ações Climáticas (Semac), que também possui suas estações meteorológicas, mas, diferente do que muitos podem imaginar, a Semac é a responsável por realizar a previsão do tempo, e informa a Defesa Civil, que emite possíveis alertas de situações climáticas.

Essa previsão acontece em conjunto com órgãos nacionais, como o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), e o Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cenad). Diariamente, inclusive, a Defesa Civil estadual participa de briefings sobre as previsões junto à Nacional, discutindo números e estratégias. “A partir dos índices, estudamos e vemos a necessidade de emitir um alerta, vendo se aquela chuva ocasionará uma necessidade de atenção à população. A partir de dados desses órgãos de meteorologia, analisamos e emitimos alertas. Tudo é conversado e integrado”, acrescentou a superintendente. 

Mudanças climáticas

Dentre tantos números, dados e monitoramentos, há uma nova pauta com importância cada vez maior: mudanças climáticas. Os efeitos das alterações são sentidos em todo o planeta, e isso exige atenção e debate constantes entre quem trabalha na área. Por isso, a Defesa Civil tem participado de diversas discussões, inclusive em nível nacional, capacitando seus profissionais para encarar situações antes inexistentes. “Esse tema vem sendo muito debatido dentro do nosso sistema, inclusive o nacional, pois todo o país enfrenta mudanças. Temos feito muita capacitação, também, com reuniões, palestras e seminários, preparando nós mesmos e os coordenadores municipais. O clima está mudando, o Brasil está apresentando situações extremas. Nosso país sempre foi muito tranquilo em relação ao clima, porém, hoje em dia não está mais assim”, frisou Lumma Costa.

A pauta climática cada vez mais presente também exigiu mudanças de abordagem no próprio trabalho do órgão. Antes, a atuação era mais voltada à gestão de desastres, hoje, no entanto, ela trabalha diretamente na gestão do risco. “Antigamente, se esperava o desastre acontecer para atuar, agora a gente trabalha preventivamente, mapeia o risco, analisa a situação e tenta mitigar os efeitos do desastre. Sabemos que as estações climáticas são cíclicas e não vamos evitar a chuva, mas, sim, os danos, mitigando o sofrimento das pessoas”, pontuou a major Flávia Emanuela.

Neste sentido, a Defesa Civil faz um trabalho intersetorial, em parcerias com outras pastas, para diversas orientações conjuntas. É o caso da Secretaria de Estado da Saúde (SES), por exemplo, com campanhas para hidratação das pessoas e dos animais.

Última atualização: 8 de agosto de 2025 11:03.

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