Defesa Civil Estadual indica previsão de chuvas em Sergipe até sexta, 29

Terça-Feira, 26 de Novembro de 2019

Com base em boletins recebidos do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC) e do Centro de Meteorologia da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (Semarh), o Departamento Estadual de Proteção e Defesa Civil da Secretaria de Estado de Inclusão, Assistência Social e do Trabalho (Depec/Seit) informa a população sobre a possibilidade de acumulado de chuva até esta sexta-feira, 29.

A previsão indica risco moderado para ocorrência de fenômeno meteorológico adverso dentro das próximas 72 horas, com chuva entre 30 a 60 mm/h ou 50 a 100 mm/dia. A população deve manter-se atenta a possibilidade de alagamentos, deslizamentos de encostas e transbordamentos de rios nas cidades com estas áreas de risco.

De acordo com os boletins, é indicada a ocorrência em 43 municípios sergipanos: Aracaju, Arauá, Areia Branca, Boquim, Campo Do Brito, Carira, Cristinápolis, Divina Pastora, Estância, Feira Nova, Frei Paulo, Indiaroba, Itabaiana, Itabaianinha, Itaporanga D’Ajuda, Lagarto, Laranjeiras, Macambira, Malhador, Maruim, Moita Bonita, Monte Alegre, Nossa Senhora Aparecida, Nossa Senhora da Glória, Nossa Senhora das Dores, Nossa Senhora do Socorro, Pedra Mole, Pedrinhas, Pinhão, Poço Verde, Riachuelo, Riachão do Dantas, Ribeirópolis, Salgado, Santa Luzia do Itanhy, Santa Rosa de Lima, Simão Dias, São Cristóvão, São Domingos, São Miguel Do Aleixo, Tobias Barreto, Tomar do Geru, Umbaúba.

A Defesa Civil Estadual recomenda que a população se mantenha atenta e evite enfrentar o mau tempo. “As pessoas devem manter-se abrigadas em locais seguros e que não apresentem risco de destelhamento. É preciso também redobrar a atenção às encostas e evitar usar aparelhos eletrônicos ligados à tomada. As coordenadorias de Defesa Civil nos municípios também devem se manter em alerta, para o caso de precisarem acionar seus planos de contingência em áreas de risco”, destaca o diretor da Defesa Civil Estadual, cel. Alexandre José.

Quem desejar receber os alertas da Defesa Civil Estadual via SMS, deve enviar mensagem para o número 40199, informando o CEP da localidade. Situações de emergência devem ser informadas pelo telefone 193. Na capital, intercorrências também podem ser informadas pelo número 199.

Governo de Sergipe transfere recursos para recuperação de 65 casas em Riachuelo

Recursos de R$ 382.987,13 será destinado para recuperação e reconstrução de casas danificadas pela enchente ocorrida no mês de julho

Terça-Feira, 26 de Novembro de 2019

Como parte das ações de resposta aos efeitos das chuvas ocorridas no último mês de julho, o Governo de Sergipe efetivou a transferência, na última quinta-feira, 21, de R$ 382.987,13 à Prefeitura Municipal de Riachuelo, para auxiliar na reconstrução das casas das famílias atingidas pela inundação provocada pela elevação dos níveis do Rio Sergipe. A transferência foi feita pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Urbano e Sustentabilidade – Sedurbs, com recursos repassados pela secretaria de Estado da Inclusão Social – Seit para o Fundo Estadual de Habitação de Interesse Social (FEHIS).

As equipes de engenharia da Sedurbs e da Defesa Civil Estadual fizeram um levantamento, em todas as moradias atingidas pela inundação, para mapear os prejuízos, a fim de que os proprietários das residências danificadas recebam o material de construção específico para a sua recuperação.

Segundo o secretário Estadual do Desenvolvimento Urbano e Sustentabilidade, Ubirajara Barreto, foram estabelecidos alguns critérios para a concessão do benefício. “Após a vistoria executada pela Defesa Civil em todas as residências, constatou-se que apenas 65 delas se enquadravam nas normas estabelecidas – entre elas, que os proprietários não disponham de condições financeiras para recuperar os imóveis, e não possuam outro imóvel para residir”, explica.

A maioria das casas serão recuperadas, no entanto, algumas terão de ser reconstruídas, devido à proporção dos estragos. As casas mais danificadas são as que ficam localizadas no Bairro 13; na Avenida Manoel Rodrigues; na Praça Sílvio Menezes; e nas ruas do Caixão, Cícero do Prado Filho, da Garagem, Durval Bispo, Rubina de Menezes, Santa Cruz, Santa Maria, Simão Dias e Wilson Santos.

Defesas Civis de Alagoas e Sergipe trocam experiências sobre segurança de barragens em oficina na UFS

13 de novembro de 2019, às 19:26

Organizado pelos governos estaduais dos dois estados, evento teve palestras, debates e visita de campo

A equipe do Departamento Estadual de Proteção e Defesa Civil da secretaria de Estado da Inclusão Social (Seit) participou, nesta terça e quarta-feira (12 e 13), da ‘Oficina Sobre Segurança de Barragens’, discutindo a implementação, em Sergipe e Alagoas, da política nacional instituída para o tema. O evento reuniu órgãos federais e dos dois estados, responsáveis pela gestão de recursos hídricos, a comunidade acadêmica e as empresas empreendedoras de barragens. A oportunidade serviu para a troca de experiências entre as defesas civis estaduais e municipais, tendo em vista o papel que desempenham na elaboração e execução dos Planos de Ação e Emergência – PAEs. Na Universidade Federal de Sergipe – UFS foram realizadas palestras e debates e, no segundo dia, visita de campo à barragem Sindicalista Jaime Umbelino de Souza.

A oficina é realizada pela Superintendência Especial de Recursos Hídricos e Meio Ambiente (Serhma) da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Urbano e Sustentabilidade de Sergipe (Sedurbs), e pela Secretaria do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos de Alagoas (Semarh). O superintendente de Recursos Hídricos, Ailton Rocha, explica que o convite feito ao estado vizinho em coorganizar o evento se deve às semelhanças de condições meteorológicas que guarda com Sergipe, e que lá as experiências trágicas – inclusive com inundações de áreas urbanas devido ao rompimento de barragens – tornou o trabalho de monitoramento da condição da segurança de barragens bastante evoluído.

“Um dos principais instrumentos da Política Nacional de Segurança de Barragens – PNSB é a elaboração do PAE, de responsabilidade do empreendedor. O PAE deve ser feito, atualizado e repassado tanto para a Defesa Civil Estadual quanto para as defesas civis dos municípios potencialmente atingíveis em caso de acidentes. Esse trabalho das defesas civis é muito importante, não somente para manter uma integração com os órgãos que empreendem e os órgãos que fiscalizam, mas também para, a partir dessas informações, poder trabalhar com as comunidades que estão potencialmente em áreas de risco”, explicou Ailton Rocha.

Para o sgt. Moacir Sena, gerente de Engenharia da Defesa Civil Estadual, a oficina foi oportunidade para discutir falhas na legislação que regulamentam a questão da segurança das barragens. “Na nossa exposição, explicamos nosso papel, à luz da legislação, que é recepcionar os PAEs e contribuir, corrigindo, acrescentando ou suprimindo pontos que não convirjam para a segurança, ou que possam ser melhorados e dar uma melhor resposta ao desastre. Na visita de campo, será enriquecedor ver, na prática, como funciona uma barragem, vendo as questões inerentes ao seu funcionamento e à segurança”, analisou o palestrante.

O 2º Sgt. Alex Sander Pacheco, engenheiro civil da Defesa Civil de Alagoas, representou o departamento na oficina, vista por ele como uma oportunidade de troca de informações e de experiências em relação ao assunto. “Sergipe também está empenhado em relação a esse tópico tão importante. O que a Defesa Civil mais preza é a questão da prevenção. Tudo o que é proposto na área de prevenção deve ser tratado como investimento. A fase de planejamento, a fase de elaboração dos PAEs e Planos de Contingência, como também o apoio às prefeituras para a elaboração desses planos, são importantes para a eficiência do plano”, expôs, agradecendo o convite feito ao seu estado.

Participaram da oficina, também, a Agência Nacional de Águas – ANA; representantes dos departamentos de defesa civis municipais; as companhias de Desenvolvimento de Recursos Hídricos Irrigação de Sergipe (Cohidro), de Saneamento de Sergipe (Deso) e Hidrelétrica do São Francisco (Chesf); o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada – Ipea; o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Sergipe – CREA/SE e a UFS, que acolheu o evento no Núcleo de Petróleo e Gás, no seu campus em São Cristóvão. Os mesmos participantes estarão, nesta quinta-feira, 14, no Seminário de Compartilhamento de experiências entre Sergipe e Alagoas sobre o sistema de alerta de riscos de inundações em bacias hidrográficas.

Fotos: Fernando Augusto

Defesa Civil Estadual recebe doação de máscaras da Sergas para equipes que atuam na limpeza das praias

31 de outubro de 2019, às 12:08

Na quarta-feira, 30, o Departamento Estadual de Proteção e Defesa Civil da Secretaria de Estado da Inclusão, Assistência Social e do Trabalho (Depec/Seit) recebeu a doação 100 máscaras de PFF2 da empresa Sergipe Gás S/A (Sergas). Descartável, a máscara se destina à proteção respiratória semifacial e servirá como equipamento de proteção individual para os agentes de limpeza dedicados ao recolhimento da substância oleosa que atinge a faixa litorânea de Sergipe.

A Defesa Civil Estadual compõe a equipe da Frente Unificada de Sergipe, juntamente com a Marinha do Brasil, o Instituto do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), a Administração Estadual do Meio Ambiente (ADEMA), a Defesa Civil Nacional, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), a Superintendência do Patrimônio da União (SPU), a Fundação Mamíferos Aquáticos e a Secretaria Municipal do Meio Ambiente (SEMA), que diariamente se reúnem na Capitania dos Portos para traçar estratégias de limpeza das praias sergipanas e contenção da substância, a partir do contingente disponível, e para informar ao Grupo de Apoio e Acompanhamento (GAA) os recursos que estão necessitando no momento.

O diretor da Defesa Civil Estadual, cel. Alexandre José, informou que a doação das máscaras é muito importante, para evitar que os agentes de limpezas sejam contaminados, já que eles têm contato direto com o óleo. “Nós precisamos manter esses trabalhadores com EPIs e precisávamos de uma resposta rápida, para suprir a necessidade enquanto enfrentamos os obstáculos naturais do rito ordinário de aquisição formal na administração pública. Então, entramos em contato com a Sergas, e a empresa prontamente se propôs à doação de máscaras de proteção respiratória para os agentes que estão atuando pelo Exército Brasileiro”, disse.

O diretor presidente da Sergas, Valmor Barbosa, enfatiza a necessidade de toda a sociedade se unir em prol dessa enorme batalha contra o óleo que vem poluindo as praias, rios e manguezais sergipanos. “O governo do Estado, através dos órgãos ligados ao meio ambiente, vem enfrentando essa enorme crise, no que se refere à limpeza e proteção dos mananciais sergipanos, mas é preciso o engajamento de toda a sociedade nesta luta. O estado empregando a sua estrutura, e a sociedade civil colaborando e participando com doações de materiais como nesse caso, em que a Sergas prontamente atende à solicitação da Defesa Civil do Estado”, pontuou.

Outras doações já foram feitas por empresas que se dispuseram a se somar ao enfrentamento da questão. A Secretaria de Estado do Desenvolvimento Urbano e Sustentabilidade (Sedurbs), através da Administração Estadual do Meio Ambiente (Adema), recebeu kits doados pelo Home Center Ferreira Costa, contendo bota, luvas, máscara e sacos plásticos. Boa parte do material foi destinado às prefeituras dos municípios cujas praias foram atingidas pela substância oleosa. A própria Sergás já havia feito uma doação anterior de kits, contendo botas, máscaras, macacões de polipropileno e protetor solar.

Atualizado: 31 de outubro de 2019 às 12:08

Defesa Civil Nacional realiza curso de capacitação para Defesas Civis Municipais em Sergipe

25 de outubro de 2019

Nesta quinta e sexta-feira (24 e 25), Sergipe recebeu a Capacitação para Implementação e Operacionalização das Defesas Civis Municipais. Promovido pela Secretaria Nacional de Protecão e Defesa Civil (Sedec), o curso foi realizado em Sergipe através do Departamento Estadual de Proteção e Defesa Civil (Depec) da Secretaria de Estado da Inclusão, Assistência Social e Trabalho (Seit). A capacitação reuniu coordenadorias das Defesas Civis de 45 municípios sergipanos, no auditório do Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Sergipe.

O encontro teve o objetivo de preparar os municípios para os acontecimentos adversos, destacou a secretária de Estado Leda Lúcia Couto. “Com a Defesa Civil, aprendemos a esperar o inesperado. É necessário estarmos bem preparados para que assim consigamos minimizar os efeitos das adversidades. Esta capacitação veio justamente com este intuito. Com preparação, conhecimento e organização, conseguiremos fazer o enfrentamento do inesperado, com integração entre defesas civis municipais, estadual e nacional”, disse.

Segundo o diretor da Defesa Civil Estadual, Alexandre José, a prevenção deve ser o foco do trabalho. “É necessário que trabalhemos antes do desastre ou das conseqüências do desastre. A prevenção, preparação e mitigação são fundamentais para reduzir a ocorrência e a intensidade de desastres através de medidas estruturais e não-estruturais. Por isso, é importante preparar os técnicos para atuar com mais eficácia. Mais de 40 municípios participaram deste curso e acreditamos que isso já é um bom passo para melhorar a articulação de ações em prol da população”, afirmou.

A capacitação contou com palestras de representantes da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec), que idealizou os encontros nos estados brasileiros. Sergipe foi o primeiro estado da Região Nordeste a receber a capacitação. “Este projeto surgiu com o objetivo de aproximar a secretaria nacional dos municípios com a articulação do Estado. A preparação veio mostrar para os municípios os conhecimentos mínimos necessários para que as Defesas Civis possam operar, como criação de plano de contingência e interação com o Sistema Integrado de Informações sobre Desastres” disse Lidiane Souza, coordenadora de Fortalecimento e Capacitação da Sedec.

Em caso de desatres naturais que causem destruições totais ou parciais, as Defesas Civis podem solicitar recursos federais para reconstrução, explicou o coordenador de restabelecimento e serviços essenciais da Sedec, Magno da Costa. “Vim fazer a minha contribuição na área de reestabelecimento e recuperação, com ações de reconstrução. Dentro da minha palestra, passei para os municípios o que é possível de ser feito com os recursos da Sedec e como esses recursos podem ser solicitados através do nosso sistema S2ID. Abordamos todo o passo a passo que o Estado ou os municípios devem preencher dentro do sistema, desde a solicitação de recurso até a prestação de contas”, disse o técnico federal.

O coordenador da Defesa Civil de Aracaju, Major Silvio Prado, destacou a importância da participação dos municípios na capacitação. “Nestes dois dias, colhemos o máximo de informações para implementar e melhorar as ações de prevenção, preparação, mitigação, resposta e recuperação – cinco pilares que a Defesa Civil utiliza para trabalhar com a melhor atuação possível. Temos que estar sempre preparados , pois nunca sabemos o que pode acontecer. Por isso, devemos fortalecer nossas estruturas para termos cidades mais resilientes e preparadas para minimizar os impactos dos desastres”, disse.

Gabinete de Crise do Governo de Sergipe se reúne com Defesa Civil Nacional para tratar de recursos vindos da União

Aporte do Governo Federal será de 2,5 milhões. Auxílio contempla ainda sete equipes de profissionais e 500 kits de limpeza

Terça-feira, 22 de Outubro de 2019

Na manhã desta terça-feira (22), técnicos da Defesa Civil Nacional se reuniram com o Secretário do Desenvolvimento Urbano e Sustentabilidade, Ubirajara Barreto, e a Defesa Civil Estadual, a fim de delimitar as ações a serem desenvolvidas na costa sergipana, em razão da substância oleosa que atingiu toda a faixa litorânea. 

De acordo com o coordenador Geral de Restabelecimento de Serviços Essenciais da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil, Magno Gonçalves da Costa, a vinda a Sergipe tem como principal objetivo atender ao Decreto de Emergência expedido pelo Executivo Estadual. “Analisamos a solicitação de recursos por parte do Governo do Estado e fizemos a liberação de uma primeira parcela destes recursos para que os trabalhos de respostas de desastres pudessem ser iniciados. Viemos a Sergipe para ver qual é a situação real e se há necessidade de complementação desses recursos, pelo menos por enquanto. Ficaremos aqui até a próxima sexta-feira (25), e, além de mantermos uma conversa com o Estado para que possamos acompanhar o grupo de trabalho e a execução dos serviços, vermos o que está funcionando e como poderemos contribuir nas ações”, declarou.

Magno Costa especifica a ajuda do Governo Federal. “O Estado receberá R$ 2,5 milhões que serão aplicados de acordo com as necessidades pontuais. Além disso, serão formadas sete equipes, cada uma com 10 profissionais, das quais quatro delas serão específicas para apoio: limpeza, suporte, proteção do estuário, medidas de contenção, monitoramento e instalação de barreiras, além da distribuição de 500 kits de limpeza, contendo luvas, óculos, sacos plásticos e big’s bags”, detalha.

Segundo o secretário Estadual do Desenvolvimento Urbano e Sustentabilidade, Ubirajara Barreto, o apoio do Governo Federal será crucial para minimizar o problema. “As barreiras de contenção contribuíram significativamente para que a substância não se espalhasse ainda mais. Faremos as primeiras tratativas e acompanharemos os profissionais nas visitas in loco a algumas áreas atingidas aqui na capital e só então executaremos novas ações”, explica.

Para o diretor da Defesa Civil Estadual, Cel. Alexandre José Silva, as ações serão aplicadas tão logo sejam alinhadas. “Com a liberação dos recursos por parte do Governo Federal, as adequações serão feitas à medida em que detectarmos as necessidades. Contrataremos as empresas especializadas para a execução dos serviços e assim daremos uma resposta e restabelecimento da normalidade”, afirma.

Defesa Civil Estadual avalia simulado de evacuação realizado no bairro Aeroporto

Exercício foi coordenado pela Defesa Civil Municipal, com ampla participação da comunidade, do CBMSE, PM, SMTT, SAMU e empresas geradoras de riscos

21 de outubro de 2019

O Departamento Estadual de Proteção e Defesa Civil da Secretaria de Estado da Inclusão e Assistência Social e do Trabalho – Depec/Seit avaliou positivamente o Exercício Simulado Parcial do Plano de Evacuação das comunidades do Bairro Aeroporto, realizado no último sábado (19), dentro do raio de um quilômetro do terminal marítimo da Petrobras e a Nacional Gás, pela Defesa Civil Municipal. Centenas de pessoas da comunidade participaram da simulação, sob a coordenação da Defesa Civil Municipal, com participação do SAMU, do Corpo de Bombeiros, da Polícia Militar, da SMTT, e das duas empresas geradoras de risco. A Defesa Civil Estadual atuou em três frentes: Posto de Comando, como observador e coordenador de operação.

O exercício simulado nasceu de uma ocorrência real, acontecida em 21 de abril de 2003, quando um tanque de armazenamento de óleo cru explodiu. Na ocasião, percebeu-se que aquele acidente não seria o pior cenário dentro da planta industrial do pólo Atalaia. O pior cenário de acidente seria se ele envolvesse as esferas de armazenamento de GLP, localizadas na Av. Melício Machado. A partir de 2005, então esses exercícios vêm sendo feitos periodicamente. Segundo os órgãos de segurança, mesmo que seja mínimo, o risco existe, e a população precisa estar atenta.

Segundo o diretor da Defesa Civil Estadual, Alexandre José, a sinalização do início do simulado foi feito por meio de um alarme longo e contínuo. “Esse alarme avisa a comunidade que é hora de sair da residência e se dirigir até o ponto de encontro previamente estabelecido. A partir daí, os representantes de cada órgão se encaminham para o posto de comando, de onde são deliberadas as informações do incidente, se ele já acabou ou se precisa de algum apoio”, explicou.

Às 14h30, um primeiro alarme breve – de início de emergência – soou para os moradores dos condomínios Santa Felicidade, Parque Marine, Via Mares, Porto Felicce; loteamento Diana; conjuntos União, Beira Mar I e II. Logo depois, às 15h, um longo alarme indicava que as 400 famílias cadastradas deveriam deixar suas casas e se dirigir para o ponto de encontro de sua localidade, indicados por sinalização fixa nas vias e fora da área de risco do possível acidente. A Defesa Civil Estadual se encarregou de delegar responsabilidades às equipes, auxiliar a comunidade em evacuação a chegar ao ponto de encontro, monitorar tráfego nas vias e com drones, avaliar as áreas afetadas pelo acidente simulado e a execução de todo o exercício.

A diretora-presidente do Conselho das Associações dos Moradores dos Bairros Aeroporto, Jabotiana e Zona de Expansão, Karina Drumond, relatou o simulado era um anseio dos moradores da região. “A própria comunidade solicitava de forma ansiosa esse retorno do Plano de Evacuação e as ações permanentes. Esse simulado é muito importante para que a gente se atente para a prevenção, e não só em casos de emergência. Portanto, incentivar a prevenção e fomentar a capacitação das pessoas para que, em uma situação de risco, saibam proceder, é de fundamental importância. A gente avalia de uma forma muito positiva, pois defendemos que o Poder Público atue de forma preventiva constantemente em nossas comunidades”, comentou.

Moradora da região, Teresa de Jesus Oliveira Leite, comentou que estava almoçando com sua família quando o alarme soou. “Paramos tudo e fomos para o ponto de encontro. Esse exercício é muito importante porque a gente fica sabendo o que fazer quando acontecer uma situação de risco de verdade. A gente mora em uma zona de risco, principalmente as pessoas que moram na área que eu moro, que é uma zona perigosa. Eu me sinto mais segura com esses treinamentos, pois mesmo com a pouca probabilidade de algo acontecer, precisamos ficar atentos”, disse.

AVALIAÇÃO

O exercício obteve êxito, sem maiores contratempos, segundo observou a Depec/Seit na reunião final, realizada na Petrobras, observando que se faz necessário uma maior comunicação entre os entes públicos, empresas privadas e a comunidade. As indicações acerca dos acertos e falhas que surgiram no simulado farão parte do relatório a ser elaborado pela Defesa Civil Municipal de Aracaju, servindo no planejamento das equipes e terá maior foco no próximo exercício, a ser realizado em 2021, abrangendo toda a área da zona de risco.

O coordenador da Defesa Civil Municipal de Aracaju, Major Silvio Prado, observou que o simulado superou a expectativas dos órgãos envolvidos. “Cerca de 400 pessoas se comprometeram a participar, mas acreditamos que o número foi superior, devido ao público que compareceu aos pontos de encontro. Desse simulado, nós tiramos um resultado bastante positivo, pois não tivemos nenhum acidente envolvendo os moradores da área e superamos as expectativas. Obviamente temos alguns pontos para melhorar, pois o Plano de Evacuação é bastante complexo. Apesar de ser simples no papel, na prática apresenta diversas situações”, pontuou.

Na avaliação do cel. Alexandre José, através do trabalho coordenado entre os órgãos públicos envolvidos, foi possível mensurar a capacidade de resposta a emergências das empresas. “O exercício fez com que cada um pudesse avaliar a eficiência do seu tempo resposta a eventos adversos. Mesmo que tenha havido algumas falhas técnicas, serviu para que pudéssemos mensurá-las e mapear as necessidades de melhoria, do ponto de vista operacional e de procedimentos. O simulado foi, portanto, um sucesso, e atingimos o objetivo, que era fomentar a atuação da comunidade. Faremos outros exercícios simulados em outras áreas, para que melhoremos cada vez mais, nossa capacidade de resposta”, concluiu o cel. Alexandre.

Governo solicita recursos federais para ações de resposta ao desastre ambiental na costa sergipana

Defesa Civil Estadual protocolou requerimento de cerca de R$ 22 milhões à Secretaria Nacional de Defesa Civil

Quinta-Feira, 17 de Outubro de 2019

O governo de Sergipe, através do Departamento Estadual de Proteção e Defesa Civil da Secretaria de Estado da Inclusão Social (Depec/SEIT), encaminhou Plano Detalhado de Resposta à Secretaria Nacional de Defesa Civil. Foram solicitados recursos para ações de restabelecimento, em razão do derramamento de produtos químicos em ambiente lacustre, fluvial e marinho no estado de Sergipe. Para o custeio de atividades de limpeza, monitoramento, contenção e recolhimento do óleo derramado na costa litorânea, foi solicitado o montante aproximado de R$ 22 milhões ao governo Federal.

Caso haja deferimento do pedido, o recurso será utilizado especificamente no litoral de Aracaju, Estância, Pirambu, Brejo Grande, Pacatuba, Itaporanga D’ Ajuda e Barra dos Coqueiros – municípios mais atingidos pelo desastre, nos quais cerca de 320 mil pessoas foram afetadas diretamente, necessitando de intervenção pública para ações de resposta.

De acordo com o cel. Alexandre José, diretor da Defesa Civil Estadual, a solicitação de recursos foi elaborada com base em informações concedidas pela Administração Estadual do Meio Ambiente (Adema) e por determinação do governador Belivaldo Chagas. “A partir da decretação de situação de emergência do Estado de Sergipe e do seu reconhecimento federal, abriu-se a janela para solicitação de recursos. O governo de Sergipe vem mobilizando todo o seu material humano e institucional para se somar ao IBAMA na mitigação dos efeitos desse grande desastre, mas o envio de recursos pelo governo Federal é imprescindível para que as ações sejam intensificadas”, afirmou.

Na justificativa para o pleito, a Defesa Civil Estadual relata que, desde o dia 02 de setembro, as manchas de óleo foram encontradas em toda a costa nordestina, chegando a Sergipe de modo visível no dia 24 de setembro. A partir de então, foram mobilizadas equipes de diversos órgãos para dar resposta ao problema.

“Toda a extensão do litoral de Sergipe está atingida por esta contaminação, se estendendo ainda para os estuários dos rios Sergipe, Vaza-Barris, Piauí, Real, Japaratuba, Parapuca e São Francisco, causando diversos impactos na fauna e flora marítima, bem como danos, prejuízos e impactos ambientais, sociais, comercias, etc.. Por tudo apresentado fica evidenciado a necessidade de um aporte financeiro por parte do governo Federal para restabelecer a normalidade no litoral sergipano”, defende a Defesa Civil, no documento.

Governo inicia obra de recuperação da cabeceira da ponte de Riachuelo

9 de outubro de 2019, às 16:28

Tiveram início nesta quarta-feira, 09 de outubro, as obras de recuperação da ponte localizada sobre o Rio Sergipe, no município de Riachuelo, danificada após a elevação do nível das águas, provocada pelas fortes chuvas que assolaram o estado no último mês de julho. A estimativa do Departamento Estadual de Proteção e Defesa Civil da Secretaria de Estado da Inclusão Social (Depec/Seit) é que a obra seja concluída até meados de dezembro.

Orçada em R$ 493,911.48, a obra será custeada simultaneamente com recursos federais e do tesouro estadual. Do total, portanto, R$ 251.565,31 são provenientes da Secretaria Nacional de Defesa Civil, e R$ 242.346,17 são oriundos do governo de Sergipe. De acordo com o gerente de engenharia da Defesa Civil, Sgt. Moacir Sena, a chuva levou o aterro da cabeceira da ponte. “Então a obra consiste justamente na reconstrução e proteção do mesmo. A estrutura do restante da ponte não sofreu avarias. Então esperamos que, até o final do ano, a empresa conclua 100% da obra”, explica o engenheiro da Defesa Civil.

O diretor da Defesa Civil Estadual, Cel. Alexandre José, afirma que o órgão que irá acompanhar toda a parte técnica e a fiscalização da obra será o Departamento Estadual de Infraestrutura Rodoviária de Sergipe – DER. “Firmamos termo de cooperação técnica entre os dois órgãos. Enquanto e Depec se responsabilizará pela contratação da empresa e respectivo pagamento, o DER cuidará de fiscalizá-la, conforme a sua expertise”, detalha cel. Alexandre.

O recurso federal obtido para a realização da obra da Ponte de Riachuelo foi solicitado pela Defesa Civil Estadual através de Plano Detalhado de Resposta submetido à Secretaria Nacional de Defesa Civil. Do montante solicitado inicialmente (R$ 521.276,62), contudo, foi liberada uma parte. “Não foi o total que solicitamos, mas ficamos muito felizes, tanto pelo que vai representar para a população riachuelense, quanto por essa liberação ser um fato inédito em Sergipe”, afirmou o diretor da Defesa Civil Estadual. Para viabilizar a obra, então, o governador Belivaldo Chagas determinou a complementação do valor necessário à sua realização, a partir do tesouro estadual.

A Defesa Civil Estadual também solicitou recursos para a ponte de Santa Rosa de Lima, mas ainda aguarda a liberação dos valores pelo governo Federal. “A ponte de Santa Rosa é um processo mais complexo porque o dano foi muito maior e, considerando o valor solicitado, a Secretaria Nacional de Defesa Civil enviou um engenheiro até aqui e ele optou por mudar a classificação do recurso, passando de restabelecimento para reconstrução. Isso demanda que seja seguido o rito ordinário de tramitação e licitação – diferente do caso de Riachuelo”, conclui cel. Alexandre.

Governo de Sergipe irá decretar situação de emergência em virtude da substância oleosa encontrada nas praias

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, deve chegar em Sergipe na próxima segunda-feira (07) para verificar a situação

Sábado, 05 de Outubro de 2019

Por determinação do governador Belivaldo Chagas, foi formado neste sábado(05), um Gabinete de Crise para definir ações emergenciais em função dos últimos acontecimentos ambientais ocorridos no litoral sergipano. Estiveram reunidos na sede da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Urbano e Sustentabilidade – SEDURBS, representantes do IBAMA, Marinha do Brasil, Secretária de Estado de Turismo, ADEMA, Defesa Civil Estadual, Prefeituras de Aracaju e Barra dos Coqueiros.


O Governo do Estado vem trabalhando na solução do problema desde o aparecimento das primeiras manchas de óleo no litoral sergipano, no último dia 24 de setembro. Desde então, a Administração Estadual do Meio Ambiente, Adema, juntamente com outros órgãos ambientais parceiros, atuam na limpeza da areia e na coleta de amostras de água para testar a balneabilidade, além do envio de amostras para o laboratório da Marinha do Brasil, no Rio de Janeiro, que faz análises diárias das coletas dos locais afetados pelo óleo. A preocupação é que situação vem se agravando com o aumento da quantidade de manchas aqui no estado, o que faz com que o Governo tenha que definir novas ações. 


Foram adotadas as seguintes medidas: Decretar situação de emergência na faixa litorânea dos municípios atingidos pelo derramamento de produto químico em ambiente marinho; recomendar a população a não utilização das praias, bem como a não retirada, por conta própria, de nenhuma substância, mesmo com o intuito de ajudar; Aguardar a visita do Ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, que fará um sobrevoo no litoral de Sergipe, um dos estados mais atingidos pela substância oleosa, para saber as ações que serão tomadas pelo Governo Federal.

De acordo com o secretário da Sedurbs, Ubirajara Barreto, o empenho nessas ações deve ser de todos. “O Governo do Estado está buscando medidas que minimizem os danos ambientais causados no litoral do nosso estado. Manteremos a população informada”, explica.


O diretor da Defesa Civil Estadual, Cel. Alexandre José Silva, explica que a decretação da situação de emergência na faixa litorânea de Sergipe que foi atingida vai facilitar a contratação de novos serviços que possam ajudar na limpeza das praias e na contenção do produto ainda na água. “A decretação da situação de emergência vai possibilitar a captação de recursos junto ao Governo Federal para que os serviços possam ser realizados nesse momento de crise”, informa. 


O diretor-presidente da Empresa Municipal de Serviços Urbanos de Aracaju, Emsurb, José Roberto Dantas, garantiu que o trabalho de limpeza na areia das praias da capital vai continuar. “Estamos reunindo esforços para ajudar na limpeza. A Prefeitura de Aracaju vai manter as equipes o serviço nas areias até que a situação seja resolvida”, finalizou.

Última atualização: 7 de outubro de 2019 09:09.

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